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Última atualização: quinta-feira, 31 de março de 2016 14:25:12
cendithe@gmail.com Atualizado em 31 de julho de 2014 Câncer de colo de útero

Câncer de colo uterino: como prevenir?

O câncer de colo do útero, também chamado câncer cervical, é o terceiro câncer mais comum em mulheres no Brasil, estatísticas do INCA estimam 15.590 casos em 2014. Ainda é uma doença mais frequente em países em desenvolvimento, onde ocorrem 85% do total dos casos no mundo. Nos países desenvolvidos uma significativa redução do surgimento desse câncer e da mortalidade foi obtida após a implantação de programas de rastreamento populacional a partir das décadas de 1950 e 1960.

No início o câncer de colo uterino é frequentemente assintomático por isso ressalta-se a importância do rastreamento. Os sintomas mais comuns à apresentação são: sangramento vaginal irregular ou abundante após relação sexual. Algumas mulheres apresentam corrimento vaginal aquoso, tipo muco ou pus e com mau odor. A doença em estágio avançado pode se apresentar com dor ou sensação de peso na região pélvica, dor lombar que se irradia para membros inferiores, sangramento na urina e fezes ou também ínguas aumentadas na virilha. Nas mulheres sem sintomas, o câncer cervical pode ser descoberto decorrente do rastreamento ou incidentalmente, se for visualizada uma lesão no colo uterino ao exame ginecológico. O diagnóstico é feito mediante biópsia da lesão.

O vírus papiloma humano (HPV) exerce papel central no desenvolvimento do câncer de colo de útero e pode ser encontrado em 99,7% destes cânceres. Os subtipos HPV-16 e HPV-18 são responsáveis por 70% dos cânceres cervicais. Esse vírus é transmitido sexualmente e estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas irão adquiri-lo ao longo de suas vidas.

São fatores de risco conhecidos para o câncer de colo uterino: início precoce de atividade sexual, múltiplos parceiros sexuais, parceiro sexual sabidamente infectado com o vírus HPV, história pessoal de doença sexualmente transmissível (ex. herpes genital, gonorréia), de câncer ou lesão pré-cancerígena vulvar ou vaginal (a infecção por HPV é também a etiologia mais comum nestas condições) e Imunossupressão (AIDS).

O cigarro é associado ao tipo histológico de células escamosas, mas não ao adenocarcinoma. O câncer cervical é menos comum em parceiras sexuais de homens circuncidados.

O uso da camisinha durante a relação sexual previne o câncer de colo uterino por evitar a transmissão do vírus HPV e também evita uma série de doenças sexualmente transmissíveis.

Esse câncer demora muitos anos para se desenvolver. As alterações celulares, desencadeadas, sobretudo pelo efeito do HPV prévias ao desenvolvimento do câncer podem ser detectadas pelo exame preventivo de citologia oncótica (também conhecido como Papanicolau) por isso é importante a sua realização periódica.

Quanto mais precoce o diagnóstico maiores as chances de cura.

Diretrizes brasileiras recomendam realização do exame Papanicolau em mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual. A rotina recomendada para o rastreamento no Brasil é a repetição do Papanicolau a cada três anos após dois exames normais consecutivos realizados no intervalo de um ano. Caso o exame esteja alterado o profissional de saúde irá direcionar para novas etapas de investigação como a repetição do exame mais frequente ou a realização de outro exame chamado colposcopia e biópsia. Mesmo as mulheres vacinadas devem continuar a fazer o exame preventivo.

Há duas vacinas aprovadas para comercialização no Brasil a quadrivalente que protege contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18), com eficácia de 98% e a bivalente que protege contra o 16 e 18. A vacina passou a ser ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 11 a 13 anos em 10 de março de 2014. O esquema de vacinação é composto por três doses sendo que a segunda será aplicada com intervalo de seis meses e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira dose. Em 2015, serão vacinadas as adolescentes de 9 a 11 anos e, em 2016, começam a ser imunizadas as meninas que completam 9 anos. 

Saiba mais sobre este assunto tirando suas dúvidas com os profissionais de saúde em nossa rede social. Clique aqui e acesse agora mesmo.

Publicado em 12 de maio de 2014 Atualizado em 31 de julho de 2014
Comentários desta publicação

  • cendithe@gmail.com

    Olá Maria Lucimar! Como está o tratamento da sua mãe? Normalmente os centos de tratamento de Oncologia do SUS dispõem de serviço social que oferecem grande apoio. O tratamento normalmente é padronizado e irá depender do estágio da doença e das condições clínicas da sua mãe. Me dê notícias. Abraços

    cendithe@gmail.com 11 de julho de 2014 às 20:11
  • Olá boa tarde!!! minha mãe tem câncer de colo do útero e pelo resultado está muito avançado, isso deixou a família toda muito apreensiva, por que não temos condições financeiras para dar o melhor tratamento para nossa mãe, ja perdemos nosso pai, e essa notícia nos virou de ponta à cabeça …nos ajude pelo amor de Deus, moramos em Boa Vista-RR o endereço da minha mãe é Rua Estrela do Norte, n 2351 Bairro :Operário. O nome da minha mãe é OLIVALDA DE OLIVEIRA TOMAZ , ela iniciará o tratamento na terça-feira, minha vive num lugar onde não tem condições de ela ficar nem banheiro tem , quanfi precisa fazer suas necessidades, vai no quintal atrás da casa dela, que é cheio de mato.E quando chove a água passa por dentro da casa dela, sendo que essa casa ta pra cair em cima dela e dos meus sobrinhos e da minha irmã e do meu irmão que é deficiente auditivo , ele consegue falar algumas coisas , não é aposentado passam por muitas dificuldades mesmo, eu não ajudo mas, porque também passo por necessidades.Só você vendo o local onde ela mora pra ver a realidade de toda a família. Meu telefone:(95)9170-3113 ou (95) 9122-1619.

    Maria Lucimar Félix 15 de junho de 2014 às 13:15
  • esta publicação e muinto e das boas para jente saber se cuidar gostei muinto

    lucia 6 de junho de 2014 às 13:58