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Última atualização: quinta-feira, 31 de março de 2016 14:25:12
Dr. Enaldo Melo de Lima Atualizado em 21 de novembro de 2014 Câncer

Câncer de pulmão: Como tratar e prevenir

Pelas estimativas do Ministério da Saúde, ocorrerão em 2014 cerca de 27 mil novos casos de câncer de pulmão de todas as histologias e, a despeito da evolução do entendimento da biologia da doença e novas tecnologias de tratamento, a taxa de sobrevida a 5 anos ao longo dos últimos 70 anos elevou-se de 6% para 17%, sendo um tumor maligno de alta mortalidade.

Sinais e sintomas

Câncer de pulmão em geral é detectado em fases mais avançadas da doença (estádio III e IV), não existindo até o momento nenhum exame de rastreio internacionalmente aceito para detecção precoce da doença.

Os sintomas mais frequentes são tosse, falta de ar, dor torácica, escarros com sangue, febre e emagrecimento. Outros sintomas que ocorrem em fases mais tardias da doença que podem ocorrer são dores ósseas, nódulos cervicais e cutâneos e dor de cabeça.

O câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) representa cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão e inclui subtipos histológicos como o adenocarcinoma, o carcinoma de células escamosas e o carcinoma de grandes células.1,2 Seu tratamento estará atrelado ao diagnóstico histológico correto e estadiamento adequado. Os pacientes portadores de câncer de pulmão que se enquadram nos estádios I a III têm como objetivo terapêutico a cura, enquanto aqueles no estádio IV tem como alvo terapêutico a paliação de sintomas e qualidade de vida associada ao prolongamento da sobrevida.1

Nos últimos 7 anos, o entendimento do câncer de pulmão estendeu-se para o nível molecular, modificando sobremaneira a seleção dos quimioterápicos e o uso de fármacos alvo moleculares.

 

Tratamento

Apenas 30% dos pacientes com câncer de pulmão são candidatos a tratamento cirúrgico curativo quando do diagnóstico. A ressecção completa é a principal opção curativa de tratamento.

A radioterapia pode ser utilizada para doença loco regional avançada ainda com intenção curativa ou para tratamento de metástases ósseas dolorosas e quadros compressivos como metástases cerebral.

Quimioterapia é uma outra possibilidade de tratamento adjuvante, combinado com radioterapia ou mesmo em cuidados paliativos com intenção de controle de sintomas e aumento de sobrevida.

A utilização de anticorpos monoclonais pode ser utilizados em associação com a quimioterapia com intenção de aumento de controle paliativo da doença.

Os inibidores de tirosina, gefitinibe e erlotinibe são considerados 1° linha de tratamento paliativo em pacientes que possuem câncer de pulmão subtipo adenocarcinoma com mutação EGFR com períodos de controle de doença superiores a quimioterapia convencional.

Cerca de 85% dos casos de ca de pulmão estão relacionados ao vício de fumar, com a quase totalidade dos pacientes com ca de pulmão pequenas células.

Prevenção

A prevenção do câncer é aplicável hoje a cerca de 40% a 50% de todos os tumores malignos. Somente o tabagismo é causa primária de cerca de 30% de todos os cânceres entre eles: e sobretudo ca de pulmão, cabeça e pescoço, bexiga, esôfago, rim, pâncreas, cólon e reto, estômago entre outros, representando 22% das mortes por câncer atualmente

 

O tabagismo é considerado pela OMS como a principal causa de morte evitável no mundo. Um terço da população mundial adulta 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres) são fumantes. Quarenta e sete por cento da população masculina e 12% da população feminina com cerca de 4,9 milhões de mortes por ano.

O fumante inala gás assim como partículas. O cigarro é uma complexa mistura de compostos (4.700 compostos na fumaça) e pelo menos 50 conhecidos carcinógenos nas fases gasosa e particulada.

A fumaça possui duas fases fundamentais:

1ª fase gasosa: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído e acroleina.

2ª fase particulada: nicotina e alcatrão.

O alcatrão contêm cerca de 48 substâncias cancerígenas, arsênico, níquel, benzopireno, cádmio., agrotóxicos, polônio 210, acetona, naftalina e até fósforo p41p6, substâncias usadas como veneno de rato.

50% dos fumantes inveterados morrem prematuramente por causa do seu hábito, com redução média da vida de 20 a 25 anos. O risco relativo de câncer de pulmão em fumantes de 20 ou mais cigarros por dia é de 20 a 30x, mais declina constantemente após a parada, para voltar ao patamar dos que nunca fumaram após 20 a 25 anos após a suspensão.

No Brasil a estimativa é que ocorram cerca de 200 mil mortes anualmente causadas pelo tabagismo , sobretudo por doenças cardiovasculares e neoplasias malignas.

Programas de cessação ao tabagismo e campanhas anti-tabagistas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde desde 1989 reduziram consideravelmente o percentual da população adulta fumante de 34% em 1989 para cerca de 14% em 2014.

A prevenção do início do vício entre crianças e adolescentes é o ponto chave de um programa de prevenção, visto que a maioria dos fumantes crônicos iniciam antes dos 16 anos, sendo o tabagismo considerado uma doença pediátrica pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Em 2008, 80% dos fumantes iniciaram no tabagismo antes dos 19 anos e 20% com menos de 15 anos. A prevenção ao fumo deve iniciar na escola primária com programas sistemáticos de educação continuada.

 

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Publicado em 18 de novembro de 2014 Atualizado em 21 de novembro de 2014
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