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Última atualização: quinta-feira, 31 de março de 2016 14:25:12
Dr. Enaldo Melo de Lima Atualizado em 11 de maio de 2015 Leucemia

Leucemia: sintomas, tratamento e prevenção

Leucemias são tumores malignos do sistema hematopoiético (medula óssea). Ela é dividida em dois grandes grupos, as leucemias crônicas com evolução indolente e de natureza crônica com acúmulo de células brancas na medula (aumento de leucócitos) e as leucemias agudas que possuem como característica básica a rápida evolução e invasão medular pelas células blásticas causando uma incapacidade da medula óssea de produzir células saudáveis ocasionando anemia, redução das plaquetas e perda de função dos leucócitos com ocorrência de infecções oportunistas.

Uma segunda divisão é entre o tipo celular afetado de linfócitos onde surgem os linfoblastos causando a leucemia linfática. Na população idosa a leucemia linfática crônica é uma das doenças mais frequentes e dependendo da forma de apresentação pode ser acompanhada sem tratamento em um número significativo de pacientes. A outra linhagem é originada nas células granulocíticas e monocíticas e são denominadas leucemias mielóides.

Na criança o subtipo mais comum é a leucemia linfática aguda e no idoso como referido acima é a leucemia linfática crônica

No mundo estima-se que ocorram cerca de 350 mil casos novos por ano e cerca de 265 mil óbitos. No Brasil a estimativa é de cerca de 9.370 casos para o ano de 2014 , sendo 5.050 casos em homens e 4.320 casos em mulheres.

Os sintomas mais comuns são fadiga, anemia, sangramentos, infecções oportunistas e febre.

Quanto ao tratamento, ele tem apresentado desde da década de 1940 uma melhora progressiva com disponibilização da quimioterapia, seguida pelo transplante de medula óssea e nos últimos 15 anos com novas tecnologias como uso de inibidores de vias proteicas de proliferação e anticorpos monoclonais (tratamento alvo celular), além dos melhores tratamentos de suporte com uso de antimicrobianos e suporte de banco de sangue.

Em centros médicos de referência nacional e internacional as taxas de cura em alguns tipos de leucemias infantis atingem taxas de até 80%. A base dos melhores resultados é o acesso ao tratamento.

Quanto a prevenção, evitar exposição à radiação ionizante, controle de dose de alguns agentes quimioterápicos leucemogênicos e evitar exposição ao benzeno sobretudo exposição ocupacional são princípios básicos de redução de risco das leucemias tanto agudas quanto crônicas.

Publicado em 11 de maio de 2015 Atualizado em 11 de maio de 2015
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