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Última atualização: quinta-feira, 31 de março de 2016 14:25:12
Cássia Avelar (Psicóloga) Atualizado em 21 de novembro de 2014 Oncofertilidade

Oncofertilidade para crianças e adolescentes

Sabemos que o câncer é uma doença que atinge pessoas de todas as idades, inclusive crianças. Pais, médicos e uma equipe multidisciplinar desempenham papel importante na determinação do futuro da fertilidade de crianças e adolescentes com diagnóstico de câncer. Muitos adultos sobreviventes ao câncer na infância consideram muito importante a preservação da fertilidade e a possibilidade de se ter uma família no futuro.

Bitzer (2011), em estudo relacionado à preservação da fertilidade em crianças com câncer, ressaltou o quanto isto é relevante para a saúde e qualidade de vida no futuro. Porém, salienta que o consentimento e a tomada de decisão têm de ser realizados num momento delicado e de incerteza e, muitas vezes, em delegação para pais e responsáveis, cujo desejo e valores podem ser distintos dos da criança no futuro. Os pais podem não ter ciência de que existem opções para preservação da fertilidade de suas crianças com diagnóstico de câncer. Eles podem estar focados no tratamento do câncer e na saúde imediata de seus filhos, e também podem não se sentir confortáveis para discutir questões sobre reprodução com os seus filhos. Indicar especialistas e entender que existem opções disponíveis para preservar a fertilidade de pacientes oncológicos – como a preservação do tecido ovariano para as mulheres e o armazenamento de amostras do sêmen antes do tratamento do câncer para os homens – pode melhorar a qualidade de vida futura e o estado emocional dos pacientes.

O suporte emocional é essencial nos tratamentos de reprodução assistida e essa relevância aumenta no caso da preservação da fertilidade em crianças e adolescentes, pois propicia abrir um espaço de reflexão às necessidades individuais de cada paciente e as várias questões significativas que deverão ser abordadas e definidas durante um curto período de tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento oncológico.Assim, é importante que as decisões relativas à manutenção da fertilidade sejam trabalhadas, além da abordagem médica, também em um contexto psicológico, onde pais e paciente possam, além de partilhar todos os seus medos, ansiedades, mitos e dúvidas, chegar a uma tomada de decisão coerente com suas perspectivas futuras. (Tschudin e Bitzer,2009).

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Publicado em 19 de novembro de 2014 Atualizado em 21 de novembro de 2014
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